Início » Blog – Ideias em movimento » Jazz: A arte da improvisação

Jazz: A arte da improvisação

  TEMPO DE LEITURA: 4 minutos

O Jazz pode nos ensinar muito sobre negócios e criatividade.

Olá amigos, Tudo bem?

Tenho experimentado o quão maravilhoso, relaxante e revigorante é escutar jazz, meu dia começa melhor, o som me ajuda a despertar; se acompanhado de um bom ☕ café, fica ainda melhor. Nos momentos mais tensos do dia, ele ajuda a relaxar. É ótimo para colocar as ideias no lugar, para pensar, ler, criar e escrever.

Nesse post apresento o Jazz, mais do que um estilo musical, uma manifestação artística/cultural que influencia artistas do mundo inteiro. Considero o Jazz a música perfeita para quem quer estimular a criatividade e sair do ciclo vicioso das ideias clichês e do lugar comum.

Quero também mostrar que é possível relacionar jazz e negócios e que esta relação pode expor atitudes poderosas, capaz de melhorar as habilidades para lidar com projetos e negócios de um jeito mais criativo e inovador.

O que você vai aprender neste post?

Após a leitura deste post você vai:

Por que é muito difícil definir o Jazz?

Jazz – A arte da Improvisação – Duke Ellington

O Jazz surgiu no início do século XX em meados de 1910 nas comunidades negras da região de Nova Orleans, influenciado pelo blues, folk e ragtime. Desde sua origem muitos subgêneros foram se estabelecendo o que dificulta um pouco a definição do que é e o que não é jazz. Entretanto algumas características se destacam e nos ajudam um pouco na definição.

“Tudo é música” Duke Ellington

Estilos musicais como o blues, por exemplo, é baseado no sistema tonal, fundamentado no conceito musical de tensão e resolução, ou seja, no desenvolvimento harmônico, sempre quando finaliza um ciclo,  gera um certo conforto, como se a harmonia chamasse um acorde final para resolver um conflito.  

Já o Jazz, é baseado no sistema modal, que amplia muito as possibilidades melódicas e a maneira como a melodia se relaciona com a harmonia.

A estrutura musical também é uma característica no jazz, temos uma introdução opcional que define o tom da música, o tema que é a melodia principal e o solo é o momento onde os instrumentistas improvisam em cima do tema, repetindo a progressão harmônica várias vezes, finaliza com o tema novamente. É claro, existem variações, mas geralmente a estrutura é essa.

Uma vez que o instrumentista tem a liberdade para improvisar, a interpretação ganha grande importância no Jazz, ou seja, além de se manifestar pelas escolhas que faz, o “como” faz também é importante.

A arte da improvisação

Jazz – A arte da Improvisação – John Coltrane

Para o mundo dos negócios a palavra improviso gera sempre uma comunicação negativa, algo mal executado, provisório, “quebra galho”, mas na verdade, a palavra improviso esconde uma virtude, que o Jazz revela.

Eu explico, para improvisar é necessário muito conhecimento, não é qualquer pessoa que consegue. O improviso exige domínio do assunto e capacidade de responder com agilidade e precisão. No mundo dos negócios e inovação essas características são fundamentais.

No Jazz, quando se executa uma música existe um planejamento, todos os músicos conhecem a estrutura e o caminho que irão percorrer durante a performance, entretanto, muita coisa fica em aberto, e aí é que está a beleza, no momento certo, é o improvisador que decide quais caminhos seguir, que tipo de escolha fará, isto garante a consistência, mas permite a liberdade nas escolhas, é maravilhoso!

Jazz e negócios

Jazz – A arte da Improvisação – Miles Daves

Todo empreendedor, todo criativo, lida diariamente com projetos de orçamento restrito, alterações no escopo, imprevistos no meio do caminho, mesmo que você tenha experiência, cedo ou tarde terá que lidar com alguns limites, ou com a falta deles.

Aprenda a se planejar como no Jazz, conhecer profundamente  a estrutura do seu negócio, o mercado, clientes, concorrentes e tudo que puder. Mas tenha ciência que haverá momentos que você precisa se abandonar ao improviso, não me refiro a algo mal feito ou provisório, falo de uma tomada de decisão repleta de sofisticação, requinte e estilo.

O prazer de escutar uma boa música

Para apreciar uma nova música ou um novo estilo musical, algumas perguntas podem nos ajudar:

Que tipo de sentimento está música provoca? Qual a sua mensagem? Como ela estimula a reflexão e o pensamento?

Somos condicionados a ouvir as músicas que são mais expostas na mídia, não significa que estamos ouvindo música de qualidade. Para sair desse lugar comum e encontrar verdadeiros oásis nesse deserto árido, é necessário coragem para experimentar novas abordagens, acredite tem muita coisa boa escondida por aí, pode ser que em um primeiro momento você estranhe, mas aos poucos, a boa música libera um sentimento muito bom que brota no seu interior. 

Tenho escutado muita coisa boa, quero aproveitar o post para recomendar algumas músicas que são muito boas para começar:

Concluindo

Ouvir Jazz pode ser um bom jeito para buscar ideias novas e diferentes. Conhecer um pouco sua estrutura e como ele funciona pode colaborar para o desenvolvimento de negócios mais criativos e inovadores. É isso pessoal!

Se de alguma forma este post foi útil para você, deixe seu comentário, eu respondo a todos, será um prazer trocar uma ideia com você.

Antes de terminar te faço um convite, assine a nossa newsletter para receber nossas atualizações e se gostou do conteúdo compartilhe em suas redes sociais.

Muito obrigado! Um abraço! E até o próximo post! 🙂

Leia também:

30 comentários

    • André Sarti disse:

      Olá Dani! Tudo bem com você?

      Em primeiro lugar, obrigado pela visita!

      Verdade, não somos acostumados a ouvir o Jazz e por isso fiz questão de apresentá-lo aqui, é uma forma de nadar contra a correnteza e mostrar para o público que podemos fazer escolhas diferentes. Não precisamos gostar de tudo, mas é muito bom fazer novas experiências e encontrar novas sensações! Aproveite muito a playlist, espero que goste!

      Mais uma vez obrigado pela visita, volte sempre! Vi que você também tem um blog, vou retribuir a visita, viu!

      Obrigado e um abraço! 🙂

  1. Kauany disse:

    Gostei muito desse post, não escuto muito jazz, mas vou passar a escutar um pouquinho mais. Amei saber que solta a criatividade, e ainda relaxa. Sua playlist é maraaaa!XOXO, Kakau

    • André Sarti disse:

      Obrigado Carolina!

      Que bom que gostou do post, acho que o importante é ouvir aquilo que te faz bem, não importa o estilo! Acredito ser importante não ser levado pela “onda”, escutar uma música apenas porque todos estão escutando, faz parte da autenticidade de cada um.

      Obrigado pela visita! Um abraço! 🙂

  2. Música, em sua definição é a arte dos sons, pela qual manifestamos alguns de nossos sentimentos. O jazz, como você mesmo disse, nos instiga a refletirmos um pouco sobre o que estamos sentindo e expomos isso por meio dos tais imprevistos, que nada mais é do que sermos espontâneos, originais e autênticos. Gosto muito do mundo musical e gostei bastante do seu post, parabéns!

    • André Sarti disse:

      Olá Amilton! Tudo bem?

      Ser original e autentico, que bom que disse isso, acredito que muitos consomem músicas quase que por imposição, porque está na moda ou na mídia. Para desenvolver a autenticidade precisamos quebrar esse ciclo.

      Obrigado pela visita e volte sempre!
      Um abraço! 🙂

  3. Retipatia disse:

    Oi André! Eu estou longe de ser uma especialista em música e fiquei admirada com as informações do post, muito legais, concisas e me fizeram querer conhecer mais do jazz. Segui a playlist no Spotify pra ouvir e conhecer um pouco mais.
    🙂
    xoxo

    • André Sarti disse:

      Olá Renata! Tudo bem?

      Um dois objetivos desse post é justamente despertar o interesse do público para ao menos conhecer o Jazz, assim como outras músicas que não são divulgadas pela mídia, As pessoas não precisam gostar de tudo, mas ao menos experimentar, para depois julgar se aquele estilo pode proporcionar experiências novas. Se você se interessou cumpri um dos objetivos do post e isso me faz muito feliz! 🙂

      Sou grato pelo seu comentário e pela sua visita! Volte sempre!
      Um abraço!

    • André Sarti disse:

      Olá Joana! Tudo bem?

      Que bom que gostou, não estamos acostumados a ouvir coisas diferentes das que são proposta pela grande mídia, espero que tenha uma ótima experiência ouvindo a playlist!

      Obrigado pela vista!
      Um abraço! 🙂

  4. Hey!

    Gostei muito do seu artigo. A forma como disse que o estilo pode se igualar a um negócio foi bem inovador, se assim puder colocar. Achei interessante o fato do Jazz trazer um pouco de criatividade e inovação, acredito que ando precisando disso em minha arte, acho que pode ser um estilo que poderá dar uma vida aos meus desenhos. Será que temos ai uma expectativa de sair de um bloqueio criativo? Eu espero que sim!

    Até mais! O/
    Karolini Barbara

    • André Sarti disse:

      Olá Karolini!

      Quando estamos com bloqueio, ficamos muito tenso e essa tensão acaba prejudicando ainda mais a nossa capacidade de criação, No meu caso o jazz é um estilo de música que me ajuda a relaxar e com isso, sim consigo produzir melhor! Falamos sobre o bloqueio criativo aqui http://andresarti.com.br/bloqueio-criativo/ talvez o texto te ajude também! Fico muito feliz que tenha gostado do post!

      Sou grato por sua visita e pelo seu comentário!
      Volte sempre! 🙂

    • André Sarti disse:

      Que legal Karol!

      Dei aula de música por um bom tempo, agora estou trabalhando bastante não sobra muito tempo para o instrumento, mas sempre que posso escuto muita música. Aproveite que estamos no inverno, a época perfeita para a combinação que você sugeriu. ☕

      Obrigado pela visita! Volte sempre! 🙂

  5. Herica disse:

    Nunca tinha lido uma postagem tão bem estruturada e tão bem feita como essa, eu amei o assunto que você tratou Isso trouxe mais conhecimento sobre o que é jazz e sobre a arte em si. Muito obrigada.

    • André Sarti disse:

      Olá Hérica!

      Eu que agradeço, é muita bondade de sua parte! Me sinto realizado por ter despertado de alguma forma o seu interesse para novas experiências musicais. Espero que goste e aproveite a playlist!

      Sou grato pela visita e pelo comentário!
      Volte sempre que quiser! Um abraço!

  6. Eu amo jazz, devo isso ao meu pai. Meu pai foi o que mais influenciou o meu gosto musical. Ele desde que eu era pequena me apresentou ao jazz, blues, rock. Hoje em dua meu gosto musical gira em torno desses estilos e eu sou bem bipolar musicalmente falando, dependendo do dia é um estilo ou outro hahaha
    Gosto também das misturas musicais de folk/jazz/blues nas músicas indie de hoje em dia 🙂

    E é raro ver hoje em dia aqui pelo Brasil, pessoas que curtem ou no mínimo não encare o jazz como música de elevador ou consultório. E parabéns pelo post, nunca vi um post tão informativo assim!

    • André Sarti disse:

      Olá Karina!

      Que memória afetiva mais linda! Isso me dá muita alegria, Fico feliz que você reconhece de onde vem as suas influências. Sou muito grato pelo seu comentário. 🙂

      No jazz temos um sub gênero para estas misturas que se chama “fusion” de fusão e é maravilhoso também!

      Obrigado pela visita! Volte sempre que quiser!
      Um abraço!

  7. Oi André, tudo bem? Que post mais interessante. Acredito que a música, assim como seu estilo pode ser comparado a negócios e também a criatividade. Penso algo semelhante quando analiso o fato de estudar Administração e não ter o dom para empreendedorismo ou criatividade. Sempre vejo ao meu redor pessoas que não possuem conhecimento em Administração no entanto são criativas e veem em qualquer situação por mais simples que seja uma oportunidade de negócio. Já pra mim é muito difícil pensar dessa forma (mas estou treinando rs).

    Com relação a música acredito que funcione da mesma forma, todo o trabalho que é compor, escolher as palavras, as notas, prever o que os fãs vão gostar ou não e continuar conquistando-os ao longo do tempo, como é o caso de bandas como U2, Beatles, e outras que fazem sucesso a 15, 20 anos. Confesso que nunca ouvi Jazz mas tenho ouvido música clássica, causa uma sensação bem diferente daquelas que estamos acostumados (não que eu ouça funk, não curto rs). Mas amo música sertaneja. Vou começar ouvir Jazz e tomar café, depois te conto minha experiência.

    Um abraço, Érika =^.^=

    • André Sarti disse:

      Olá Érika!

      Penso assim! Dentro do empreendedorismos as pessoas criativas geralmente tem dificuldades com as questões mais operacionais e administrativas do negócio. Sempre estão pensando nos produtos e como conquistar clientes, Por isso precisam de pessoas com o perfil semelhante ao seu. Para empreender precisamos das duas coisas e isso é que é bonito. Mas você já descobriu, e penso parecido com você, mesmo não tendo afinidade em uma habilidade, nada me impede de me esforçar para desenvolve-la!

      A música clássica é um gênero que para mim também funciona do mesmo jeito. Tenho até uma playlist !Música para o trabalho! Com algumas músicas clássicas!

      Sou muito grato pelo seu comentário <3! Volte sempre que quiser!
      Um abraço! 🙂

  8. Luana Souza disse:

    Que post incrível. Cheio de informações ótimas… e ainda veio acompanhado de playlist *-* Mesmo que jazz não seja algo que eu ouça no meu dia a dia, gosto de ligar uma playlist em momentos aleatórios.

    Entendi muito bem o que você quis dizer com “arte da improvisação”, ainda mais porque isso faz parte do meu dia dia, já que eu crio conteúdo para a internet e sempre tenho que estar inspirada… ou disposta a improvisar haha 🙂

    Parabéns pelo post!

    • André Sarti disse:

      Olá Luana!

      Que bom que tenha gostado, se eu despertei o seu interesse já fico muito feliz. Também gosto muito de ouvir música enquanto trabalho, sempre que é possível deixo uma música tocando. E para escrever a receita é uma boa xícara de café e um bom jazz.

      Muita gratidão pelo seu comentário e pela sua visita!
      Volte sempre que quiser! Um abraço! 🙂

  9. Confesso que não é meu estilo musical, mas eu curto ouvir ☺ Lembro que quando estava para sair o filme Laland eu ouvia a trilha sonora e, claro, tinha muitas músicas de jazz com piano também e eu me apaixoneeei ♥ Muito bom teu post, parabéns, raro ver posts sobre música tão completos por ai 😀

    • André Sarti disse:

      Olá Aléxia! Tudo bem?

      Sou muito grato pelo seu comentário, a música é arte poderosa, capaz de nos mover tanto para sentimentos bons como para sentimentos não tão positivos. Acredito que o importante é buscar boas sensações quando ouvimos um determinado tipo de música.

      A ideia aqui não é que todos gostem de Jazz, mas que a menos experimentem, para poder julgar se gosta ou não!

      Muito feliz com sua visita aqui!
      Volte sempre que desejar e forte abraço! 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *